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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ausência prolongada, ótima rebarba

Aiaiaia, sim, mereço um puxão de orelha, mas tudo tem uma explicação (ou desculpa, chame como quiser, heheh). Estive muito ocupada mesmo nesses últimos tempos... e que rotina de matar, meu irmão!!!

Além do trampo no Pub-Restaurante, das 17h em diante, estava dando uma mãozinha para uma amiga. Cuidava do filho dela na parte da manhã, até umas 14h. Sim, para todos os que sabem da minha fobia, sim, eu admito, estava "trabalhando" como baby-sitter. Incrível ... kkkk

Mas no fim eu não tinha tempo nem para coçar a bunda. O dia começava cedo e terminava de madrugada, quase não passava em casa, e para falar com meu marido, precisávamos nos telefonar.

A maratona acabou. Agora uma vida um pouco mais normal. Tenho tempo para fazer as compras do mercado, para dormir, para cozinhar se quiser comer, e até otras cositas más. Não fiquei rica de tanto trabalhar, mas me sinto bem produtiva nesses períodos de rotina enlouquecida.

Aliás, uma das coisas muito boas disso tudo é que li muito. Dentro do trem, do metrô, esperando a hora de começar a trabalhar. A todo momento estava pendurada num livro. Terminei esses dois meses com uma média de um livro por semana. A maioria deles, graças a Deus, lindos. Aconselho todos, mas preciso separar por línguas já que a tradução pode distorcer.

Em português "Travessuras da menina má" de Mario Vargas Llosa, e "Criança 44" de Tom Rob Smith (emprestados pelo tio Celso, ótimas escolhas, diga-se de passagem). Em italiano: "Timeline, ai confini del tempo" de Michael Crichton, "Punto di Origine" de Patricia Cornwell, "Un giorno in più" de Fabio Volo, "Scacco matto" de Jostein Gaarder.

Alguns clássicos apareceram na minha frente, comprei e ainda não li: "Divina Comédia" de Dante Alighieri, "Mac Beth" de Shakeaspear e "Os três mosqueteiros" de Alexandre Dumas. Outros, me presentearam este final de semana e eu já fucei: "Contos" de Edgar Allan Poe e "Alice no país das maravilhas" de Lewis Carroll. Bem vindos a este mundo incrível das letras...

domingo, 20 de junho de 2010

A Copa em Roma


O clima por aqui nem parece o de Copa do Mundo, pelo menos não do jeito que vivemos e sentimos os jogos do Brasa. Claro, um ou outro sinal de vida, e a tevê que atualiza os resultados e próximas partidas.

Mais viva é a torcida dos turistas. Bares e restaurantes com placas de resultados e telões com os jogos para atrair a clientela. O verão na capital italiana sempre experimenta ondas de movimento intenso de viajantes do mundo. Então, até mesmo um jogo como Gana e Austrália ou Camarões e Dinamarca se tornam emocionantes.

No pub da via Nazionale, as duas semanas de relativa tranquilidade à tarde e na noite acabaram. Desde o início do Mundial, a segunda-feira se confunde com o sábado, e é trabalho dobrado todo dia.

A curiosidade... desde o primeiro jogo da Itália, quase todos os dias, entre o fim do jogos das 4h e o início do jogo da noite, a tevê repasse uma síntese daquele. PQP!!!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Temporada de provas

Durante o semestre tive algumas provas parciais, ou seja, preparativos para as de final de ano letivo (chamadas de esonero). Tanto para Demografia como para Ciência Política preciso fazer 9 crédito e isso significa 3 módulos de curso.

Demografia:
A primeira prova foi do 1o módulo, e tirei 26 (aqui as notas vão de 0 a 30). Então fui bem!!!
A segunda prova dos dois modulos restantes, e essa eu fiz na última sexta feira. Ainda não sei o resultado, mas se passei estou livre, não preciso mais fazer a prova oral. Maravilha!!

Ciência Política:
Uma prova por módulo, 2 provas feitas e 2 módulos concluídos. Com notas de 21 e 23. O último módulo ficou para o exame oral. Ainda estudando....

Provas de fim de semestre:
São 3 seções de provas. As que me interessam estão marcadas para 7 e 21/junho e 4 julho.
Como é final de ano letivo, mais uma repescagem depois dessas datas.

Então já tenho duas provas agendadas. Dia 7 = C. Política, dia 21 = História das Doutrinas Políticas. Torça dai que eu estudo daqui!!!!

Festa della Repubblica

2 de junho de 1846, os italianos votam pela República em detrimento da Monarquia. Dois anos depois, o País aprova sua primeira Constituição não monárquica.

Então, mais um feriado nessa terra.

Em abril, tivemos a Festa della Liberazione, quando a Itália comemora o fim do período fascista. Depois teve a Festa dell'Unità, em referência a unificação das muitas regiões independentes em uma república federativa.

Acho que preciso fazer um calendário dos feriados italianos.....

domingo, 23 de maio de 2010

Banho de água fria

Só de pensar já começo a tremer outra vez...

A conta de luz chega a cada dois meses, e é referente ao bimestre corrente. Pagamos uma delas, de fevereiro e março. O problema é que a conta anterior, referente a dezembro e janeiro ainda estava em aberto.

Consequência: na quarta-feira, dia 19, a potência a disposição foi reduzida de 15%.

Como consumimos pouca energia no nosso dia-a-dia, essa diferença QUASE não foi sentida. Quase porque para esquentar a água, é preciso ligar um aquecedor. Quando fomos ligá-lo, desarmou o dejuntor (q palavra feia, é assim mesmo q escreve???). Desde então, minha vida não sabe mais o que é água quente.

Consequência: muita coragem para tomar banho GELAAAAADO.

E sabe o que é estranho... quando fui passar a conta de luz pro meu nome, perguntei pro cara quando iam religar esses 15%. Era uma sexta feira, e ele disse que seria ou no mesmo dia ou só na segunda feira. Ou seja, os responsáveis por isso não trabalham sábado e domingo. Achei que como um serviço essencial, eles deveriam trabalhar de plantão, como no Brasil... mas pelo jeito, não é nada disso!!!

Tudo em dia

Foi mesmo uma semana de colocar as peças nos seus devidos lugares. Finalmente arranjei um tempo e coragem para enfrentar a burocracia italiana.

1) Anagrafe
Estamos no apê novo desde março. Mas para as autoridades, só agora eu tenho a residência registrada onde moro. Na Itália, o cidadão é identificado mais pelo registro de morada do que por números de documento. Então, ecco fatto!

2) Carteirinha ônibus
Descobrimos uns meses atrás que é possível se registrar como desempregado e pagar muito menos pelo transporte. Em vez de comprar o bilhete mensal de 30 euros, fiz a carteirinha e agora gasto 150 para rodar o ano inteiro.

3) Contas de luz
Quando entramos na casa nova, a moça que morava antes pediu que fôssemos na central e mudássemos o titular da conta de luz da casa. Diferente do esperado, foi muito simples, nem parecia Itália. A recepção da Acea é grande, a senha, eletrônica e é respeitada a ordem. O atendente foi muito cordial. Não precisei desembolsar nada e ficou tudo acertado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eleições

Os países da Europa, de modo geral, estão vivenciando eleições em 2010.

A Itália escolheu seus representantes regionais (Presidente di Provincia e Comune). A França também realizou eleições locais. Agora é a vez da Inglaterra escolher o Primeiro-Ministro.

Como nestes países o voto não é obrigatório, cada vez mais se concretiza a ausência dos eleitores às urnas. Na Itália assim como na França, o vencedor das eleições foi a abstenção!!!

Tenho quase certeza de que no Brasil não seria diferente se não fôssemos obrigados a comparecer. Mas até que ponto a obrigatoriedade é útil?

Te força a fazer uma escolha entre os condidatos, não necessariamente com uma reflexão sobre as consequências e a importância da esfera política na vida cotidiana....

Mesmo com o voto não obrigatório, muitos europeus vão às urnas e votam nulo ou branco. Ou seja, se dão ao trabalho de sair de casa e enfrentar as filas para votar, mas não querem nenhum dos candidatos e partidos que se dispõem a governar.

Do que aprendi nos dois anos de curso de Ciências Políticas, a conclusão que chego é que: 1) não existe modelo perfeito, existe o mais eficiente para cada cultura e realidade do país; 2) mudanças no sistema eleitoral/representativo são complexas não só na organização mas principalmente na mentalidade da população, em como as pessoas recebem e percebem as alterações.

Ou seja, não tomemos a Europa ou os Estados Unidos como exemplo para o sistema brasileiro, nem sempre o que é bom para eles é bom para nós. Se for necessário alterar a legislação, que seja muito bem pensado antes, para evitar arrependimentos depois; e faça a mudança partindo do princípio que as pessoas levam tempo (às vezes muito tempo) para digerir as novas idéias.