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| Primeira ghost bike de Jaraguá homenageia Alcides Ortiz |
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Ghost bike - a primeira de Jaraguá do Sul
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Tá servido?
As sessões de culinárias vão muito bem obrigada. Estamos metendo a mão na massa e não é que as experiências deram certo. Essa semana inventei de fazer crepe, nos moldes como mamãe fazia quando éramos crianças. A primeira leva ficou mais ou menos, grudou na chapa. Mas a segunda estava show de bola.
O Robert também faz proezas. Essa foto é de um entrevero espetacular que comemos há algumas semanas. Fotografamos os ingredientes e depois o prato final.... só para dar mais água na boca, hehe.
Ah! Também atacamos de churrasqueiros no Parque Malwee. Mas a carne foi substituida por uma tainha recheada. Que tal?sábado, 29 de junho de 2013
O Brasil acordou
Essa gentarada que está nas ruas protestando por um Brasil melhor parece mesmo que acordou de um sono profundo. Parece que não vivíamos essa onda de manifestações desde o impechman do Collor. Nas ruas, não estão apenas os jovens pedindo pela redução do preço da passagem de ônibus, mas famílias inteiras e aposentados que precisam soltar o verbo.
Há anos os brasileiros ouvem os absurdos da política e se restringem a compartilhar nas redes sociais ou através de correntes de e-mail seus descontentamentos. Finalmente chegamos todos num limite, não aguentamos mais essa corrupção, a impunidade de políticos corruptos e falta de investimentos nas áreas básicas, como saúde e educação.
Mas o mais importante a fazer, é não se deixar cair na inércia outra vez. Achar que os protestos vão resolver. Não vão. Precisamos acompanhar sessões de câmaras, participar de audiências públicas, saber o que seu deputado e vereador estão fazendo. Só com pessoas bem informadas e participativas da vida política e social é possível cobrar as mudanças que todos queremos. E precisamos começar por dentro de casa, no nosso condomínio, bairro e cidade.
Há anos os brasileiros ouvem os absurdos da política e se restringem a compartilhar nas redes sociais ou através de correntes de e-mail seus descontentamentos. Finalmente chegamos todos num limite, não aguentamos mais essa corrupção, a impunidade de políticos corruptos e falta de investimentos nas áreas básicas, como saúde e educação.
Mas o mais importante a fazer, é não se deixar cair na inércia outra vez. Achar que os protestos vão resolver. Não vão. Precisamos acompanhar sessões de câmaras, participar de audiências públicas, saber o que seu deputado e vereador estão fazendo. Só com pessoas bem informadas e participativas da vida política e social é possível cobrar as mudanças que todos queremos. E precisamos começar por dentro de casa, no nosso condomínio, bairro e cidade.
Horta do lado de casa
Já faz um mês que comecei a cultivar salsinha e cebolinha fora do meu apertamento. A horta foi montada por uma vizinha, que possui um terreno baldio ao lado do meu prédio, e fez três fileiras de terra para plantar verduras. Quando vi aquilo achei maravilhoso e quando, finalmente encontrei a dona, me escalei para plantar também. Ela foi super simpática e hoje em dia trocamos idéias sobre o que pode dar certo e como.
Infelizmente algumas pessoas continuam tendo espírito de porco. A vizinha veio me dizer que não foi ela quem colheu os próprios alfaces, mas que alguém teria se apropriado do trabalho dela. Até agora ninguém mexeu no meu minifúndio produtivo, mas em compensação, roubam meu jornal todo sábado. Muito desagradável. Na semana passada ainda pendurei um cartaz pedindo um pouco de respeito, mas tirar dali no dia seguinte. Vejamos como chegam meus jornais nos próximos finais de semana...
| Alface, salsinha, beterraba e até um pé de limão |
Infelizmente algumas pessoas continuam tendo espírito de porco. A vizinha veio me dizer que não foi ela quem colheu os próprios alfaces, mas que alguém teria se apropriado do trabalho dela. Até agora ninguém mexeu no meu minifúndio produtivo, mas em compensação, roubam meu jornal todo sábado. Muito desagradável. Na semana passada ainda pendurei um cartaz pedindo um pouco de respeito, mas tirar dali no dia seguinte. Vejamos como chegam meus jornais nos próximos finais de semana...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Coletiva bizarra
A entrevista coletiva para imprensa mais bizarra que já vi na vida aconteceu essa semana, e o pior, deixei de aproveitar a oportunidade e não inclui os pormenores na matéria e não servi o “molho” para o texto. Meu colega/concorrente deu, meu chefe disse que ia me orientar para colocar, e é claro, tomei. Mas aprendi.... vamos aos detalhes.
Nas redes sociais da cidade só se fala disso, o dono de uma agência de modelos que estaria aplicando golpes. Escrevi a matéria e liguei para o acusado para ouvir o lado dele. O homem não quis falar e ainda me ameaçou. A matéria saiu no final de semana e ele só pode procurar a imprensa na segunda feira (chorou o final de semana todo). Foi quando me ligou dizendo que daria uma coletiva esclarecendo as acusações.
Chamei uma outra jornalista, de uma revista, que está encabeçando a lista das denúncias e levando a história toda a diante. Ela não havia sido convidada, mas fomos juntas. Outro jornal da cidade também estava lá, repórter e fotógrafo. O homem se recusou a falar com a colega da revista, disse que a atenderia depois e no fim só entregou uma folha de papel com declarações. Outro jornal só foi recebido meia hora depois que saímos, a coletiva deles era mais tarde!!!
Na sala dele, os três repórteres ouviram muito e perguntaram pouco. Um assistente/segurança cuidava da câmera que estava gravando tudo. Num vaso, outra câmera escondida piscava enlouquecidamente. As provas que ele apresentou eram blocos de notas que não se via nada, pois o carimbo devia ser muito ruim ou velho demais. E um currículo de umas quinze páginas, composto por trechos de e-mails. Vê se pode.
A entrevista terminou, todos se retirem, mas “Débora, você pode ficar um momento, por favor”. Aquele momento foi desnecessário! O homem já não tinha mais o que falar, nunca deve ter dado uma entrevista coletiva antes, e achou que fazendo aquele drama todo ia me convencer da inocência dele.
Mas enfim.... essa história ainda está muito longe de terminar. Depois que o inquérito policial estiver pronto eu conto o resto, ou quando formos chamados para outra coletiva desse tipo, para novas risadas.
Ah! Uns causos da vida de jornalista... Esses são mais leves, garanto
Outro dia fui numa loja e comecei a olhar blusinhas, quando a vendedora apareceu e ofereceu ajuda. A cara dela não me era estranha, mas sempre fico sem graça de perguntar “te conheço?”. Então foi ela quem começou o questionário: é da universidade? Do grupo de teatro? Da academia? Nada. Até que disse que trabalhava no jornal, aí ela lembrou que nos encontramos no hospital, quando fui fazer uma matéria sobre a falta de médicos.
Essa semana, outra vez, num velório (minha mãe ia adorar!). O homem me cumprimentou, achei que era um desses políticos que dá oi pra todo mundo, retribui o sorriso e fiquei procurando nos arquivos da memória de onde eu lembrava dele. Não aguentei e acabei perguntando, foi tranquilo, sem drama. O melhor é mesmo não criar caso e ser sincero, sempre! “Desculpa, não me lembro de onde te conheço. Como é mesmo seu nome? Você faz o que mesmo?” Pode parecer descaso, mas cheguei a conclusão de que é melhor esclarecer logo.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Colheita urbana
Uma grande quantidade de frutas, verduras e temperos estão plantados em casas e terrenos em pleno Centro de Jaraguá do Sul. Passeando pelas ruas vizinhas à nossa, vi pequenas hortas nos quintais. Couve, tomate, salsinha, cebolinha, mandioca, hortelã, mamão, maracujá, e tantos outros. Às vezes, a plantação fica tão rente à grade ou muro que dá vontade de esticar os braços e puxar um belo fruto... Pois criamos coragem e fomos à colheita.
A hortelã crescia junto do poste, a poucos metros do quintal do vizinho que tinha ainda mais fartura. Depois de comprar uma garrafa de rum e meia dúzia de limões, a menta completou a lista para belos mojitos.
Os três pés de mamão estavam tão carregados que pendiam por cima do muro alto. Passeando com o cachorro, paramos na frente do terreno abandonado e ficamos olhando. Pois não é que passou outro morador e incentivou que a gente a pegar. Levamos três para casa.
Em outra rua, passando de carro, vimos um senhor se abaixar na calçada. Depois de novo. Olhamos com mais atenção e lá estavam, dois maracujás já se enfiavam no bolso da calça bem larga...
A feira grátis e a qualquer hora do dia e da noite... Para melhorar, só se viesse com selo de qualidade, hehe.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Elogios a Roma
Num encontro com amigas daqui, me peguei lembrando da vida
na Itália. Talvez por eu ter vivido tanto os meios de transporte de Roma e tão
pouco os de Jaraguá, que me parece outro mundo. Tantas possibilidades
inexploradas, por que?
Um dos maiores absurdos que ainda não encontrei uma
explicação plausível é a falta de um transporte coletivo sobre trilhos. Os
trilhos existem, são usados em horários reduzidos para transportar carga e, na
maioria das vezes, dão apenas motivo para críticas entre a população.
Em Roma o tram (tipo bondinho) e o trem eram opções reais de
transporte, e ainda há o ônibus e o metrô. Por que não aproveitar a estrutura,
investir um pouco e pensar num futuro realmente diferente, em Jaraguá do Sul? Tomara que a nova administração pense nisso com carinho... mas o futuro é promissor, já que o Prefeito está indo trabalhar de ônibus!!!
Lei seca e o transporte
Outro dia encontrei na internet um comentário depois que aumentaram
as penas para quem bebe e dirige, a chamada Lei Seca. “Colocar bafômetro e
punir é fácil. Quero ver colocar ônibus a noite toda para quem quer sair”,
dizia o internauta.
Outra questão para a “mobilidade urbana”... ou escolhe não
beber ou não sai de casa (ou desobedece a lei e reza para não cair na fiscalização!!!).
Só existe a opção de “eleger o motorista da rodada”, como diz o comercial de
uma cerveja.
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Saudaggge dell'Italia
Mi manca l’arrabbiata, mi manca il gelato, la vista del
Colosseo dentro l’autobus affolato, la passeggiata nella Villa Borghese e Villa
Ada, una corsa sul Lungotevere, il giro in bici sulla Piazza Navona o il cinema
al aperto sull’Isola Tiberina o Piazza Vittorio, le bancarelle del Porta
Portese, il barbecue a casa di Dirce...
Piú di tutto, mi mancanno tanti amici, la gente che ho conosciuto
e che ancora oggi ho nel cuore. Mi viene in mente un momento o altro di
ricordi, di risate, di pianto. Amici brasiliani, italiani, romeni, spagnoli,
serbi, albanese, marrocchini, senegalesi.
Qualche giorno fa ho riletto un paio di post e ho trovato
uno in cui parlavo veramente male dell’Italia. E mi pento, chiedo perdono
per le parole ingiuste. Che ci sono delle differenze tra i paesi, non ha dubbi,
però tutte le generalizazione sono stupide. Perciò, scusatemi, ho sbagliato di
brutto. E oggi mi mancate!
sábado, 5 de janeiro de 2013
FERRAGOSTO alla Jaraguá
Quando eravamos a Roma, mi spaventava l’idea che tutta una città si chiudeva per due settimane oppure un mese. E dopo Ferragosto tutto tornava alla normalità, come se le vacanze della città fossero finite.
Béh! Com me non poteva succedere altro, ...questa settimana finisce il Ferragosto alla Jaraguá. Aziende, bar, ristoranti, banche, piccoli negozi... si sono chiusu prima di Natale e fin’oggi non èrano ancora tornate dalle Feste di Fine Anno.
Anche se ho cambiato professione e area di atuazione, ho lavorato lo stesso. Ho goduto un pò la città senza la gente, con pochi rumori e, poche notizie da dare. Il sole ci brucciava, come bruccia la sabbia di Ostia Beach. La pioggia non portava aria fresca, sembrava ancora piu caldo...
maaa che ti pare una passeggiata in cascata?
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
uno in italiano, uno in portoghese

Ci mettiamo d'accordo, ogni post in portoghese ci sarà un altro in italiano. Non sulle stesse cose, per questo potete usare il traduttore di internet...
Dopo um anno che sono uscita d’Italia, ancora oggi mi recordo tante belle cose e persone. Amici che ho trovato nei quatro anni a Roma, il cibo, i paesaggi, i viaggi in treno, le serate al aperto sull’estate, stivali bagnati dalla pioggia d’inverno, i cappuccini e i libri dalle bancarele. Mi manca un po tutto e tutti.
Adesso che sono tornata ad aggiornare questo blog, faccio anche esercizio per ricordare come si scrive l’italiano e forse, così, riesco a mantenere contato con persone che ora stanno lontano. In Italia, Spagna, Francia, Germania, Marroco, Serbia. Ovunque siete, vi parlo in italiano perche è così che ci siamo conosciuti e così che mi ricordo da voi. Lasciate qualche messagio, così saprò notizie anche da voi.Intanto... Sono in Brasile, vivo a Santa Catarina, a Jaraguá do Sul, dove io e mio marito abbiamo trovato lavoro. Adesso faccio la giornalista e lui è impiegato a una grande azienda di mottori. Abbiamo comprato um macchina e um cagnolino. La casa, ancora in affito. Le vacanze sono ancora lontani, e ancora di piu il viaggio in Italia. Ma i ricordi sono ovunque. Ho stampato qualche foto e sulla memoria mi viene un filmato con le chiacherate e le risate, qualche lacrime e una voglia di rivedervi.
De volta
Eccoci!! Estamos de volta e com a corda toda. Agora em novo endereço, casa e profissão, hehe.
Depois de mais de um ano afastados deste espaço, tenho muita coisa pra contar e finalmente arranjei também um pouco de disposição para voltar a ativa. Os motivos são os mesmos da criação do Blog: afastada de amigos e parentes, é preciso contar um pouco como anda a vida em Jaraguá. A distância diminuiu, mas ainda estou longe dos meus e quero compartilhar minhas experiências e o que passa nessa cachola.Bem vindos a Jaraguá do Sul, às minhas ideias e aproveitem!!!
| Vista do Morro da Boa Vista, em Jaraguá do Sul |
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Meu clima, no momento
Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto, eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama, eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar, que é lá mesmo que a mala eu vou largar, quero te abraçar,
pode se perfumar porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor, que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor, que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar, que eu só quero mesmo é despentear, quero te agarrar
pode ser preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola, eu tô voltando
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó, que eu tô voltando
Diz que eu só volto amanhã, se alguém chamar, telefone não deixa nem tocar,
quero laraiá-lalaia-lalaia porque eu tô voltando
http://youtu.be/kZYkB-rWTU8
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama, eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar, que é lá mesmo que a mala eu vou largar, quero te abraçar,
pode se perfumar porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor, que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor, que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar, que eu só quero mesmo é despentear, quero te agarrar
pode ser preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola, eu tô voltando
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó, que eu tô voltando
Diz que eu só volto amanhã, se alguém chamar, telefone não deixa nem tocar,
quero laraiá-lalaia-lalaia porque eu tô voltando
http://youtu.be/kZYkB-rWTU8
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Ufa, che fatiga...
Essa é mesmo terra de loucos... Cada uma que me acontece...
Trabalhar em restaurante garante um monte de histórias, mas o preço é que a reserva de paciência para aguentar vivê-las deve ser redobrada.
Chegam dois casais, um italiano e o outro americano, provavelmente se conhecem de pouco tempo. Ao momento, nossas mesas no lado de fora estão cheias e vocês precisam esperar um pouco. Ok, "ve ave tu vait", diz o rapaz italiano para o casal amigo.
Já instalados em sua mesa, os cardápios expostos, o mesmo rapaz me pergunta onde está a lista de cocktails. Dez minutos depois de estudar o menu, ele chama: Queremos dois chá gelados, uma coca-cola e um café descafietado.
Não importa o tamanho do empreendimento que funciona em Roma e na maior parte das cidades italianas: a evasão fiscal é enorme, metade do que é vendido-consumado não é registrado e não paga taxas. Calculava-se que pelo menos um terço do PIB é produzido por estrangeiros sem documento e que trabalham sem carteira. Todos os estrangeiros, mesmo com documento, e tantos italianos, já trabalharam pelo menos um ano - para extra-comunitários é 60% mais frequente e por mais anos - sem serem registrados.
Com a historia de que a Itália é um dos países que tá na beira do abismo, os parlamentares estão exicitados, fazendo muitas leis-salva-buraco e acusando os adversários de estar tomando a estrada errada. O arrocho geral é indiscutível e todas as classes estão sendo convidadas a colaborar e fazer a sua parcela de sacrifício para o bem geral do país. Adivinha só quem perde mais e primeiro?
Entre as pessoas que trabalham comigo, não tem uma que não reclama do quanto está cansado e de saco cheio do que fazem. E eu continuo me perguntando: o que é que tô fazendo aqui????
sábado, 6 de agosto de 2011
Águas de Roma
Queria registrar aqui as minhas desculpas pelas críticas... e então lá vai uma correção/curiosidade.
Qualque um que chega em Roma e vê todas aquelas "fontanelle", torneirinhas em cada esquina, jorrando água dia e noite, estranha um bocado. A água é potável, a melhor água que existe na cidade. Mas ai tu pensa: e a economia de água? e pra quê esse desperdício todo?
Pois existe uma razão! Descobri que devido ao sistema hídrico, a rede de canalização das fontes de água que passam pela cidade, é preciso que essa água seja colocada pra fora mesmo. Caso contrário, a tubulação ficaria com pressão demais e acabaria estourando tudo.
Então: água para todos, livre, grátis e contínua.
Qualque um que chega em Roma e vê todas aquelas "fontanelle", torneirinhas em cada esquina, jorrando água dia e noite, estranha um bocado. A água é potável, a melhor água que existe na cidade. Mas ai tu pensa: e a economia de água? e pra quê esse desperdício todo?
Pois existe uma razão! Descobri que devido ao sistema hídrico, a rede de canalização das fontes de água que passam pela cidade, é preciso que essa água seja colocada pra fora mesmo. Caso contrário, a tubulação ficaria com pressão demais e acabaria estourando tudo.
Então: água para todos, livre, grátis e contínua.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Itália: primeiro mundo!????
E não é que a crise se abateu sobre a Itália mesmo. Nas últimas semanas virou o alvo preferido dos investidores e especuladores de bolsa. Mas o pior de tudo é que é uma crise não só do mundo financeiro, o país está descobrindo que em todos os sentidos, a crise está presente mesmo.

Alguns números de 2010:
O crescimento do país é de 0,1%
A dívida pública é de 120% do PIB
Uma de cada quatro pessoas está desempregada
O que se diz é "a Itália não é a Grécia", "o país é sólido", "os títulos de estado tem vencimento de 7 a 10 anos", "a população não está endividada e tem bons rendimentos na poupança". Enfim, argumentos para tranquilizar não só o público interno, mas principalmente o "mercado".
Ontem, tio Berlusca se apresentou no Parlamento italiano para 1) garantir que o país não vai a falência, 2) os parlamentares podem entrar de férias que a economia aguenta a barra até setembro, 3) sim, a crise existe, e ele - Presidente do Conselho dos Ministros - está preocupado de como os mercados estão punindo a Itália, afinal "tenho três empresas cotadas na bolsa".
Nem bem ouvi ele terminar essa frase e me soou um alarme enorme. O chefe do governo vai na principal Casa do povo para dizer que está preocupado com as suas empresas privadas!!! Enquanto isso o povo amarga desemprego, aumento de preços dos produtos básicos e uma crise geral. Belas palavras, Cavaliere!
Alguns números de 2010:
O crescimento do país é de 0,1%
A dívida pública é de 120% do PIB
Uma de cada quatro pessoas está desempregada
O que se diz é "a Itália não é a Grécia", "o país é sólido", "os títulos de estado tem vencimento de 7 a 10 anos", "a população não está endividada e tem bons rendimentos na poupança". Enfim, argumentos para tranquilizar não só o público interno, mas principalmente o "mercado".
Ontem, tio Berlusca se apresentou no Parlamento italiano para 1) garantir que o país não vai a falência, 2) os parlamentares podem entrar de férias que a economia aguenta a barra até setembro, 3) sim, a crise existe, e ele - Presidente do Conselho dos Ministros - está preocupado de como os mercados estão punindo a Itália, afinal "tenho três empresas cotadas na bolsa".
Nem bem ouvi ele terminar essa frase e me soou um alarme enorme. O chefe do governo vai na principal Casa do povo para dizer que está preocupado com as suas empresas privadas!!! Enquanto isso o povo amarga desemprego, aumento de preços dos produtos básicos e uma crise geral. Belas palavras, Cavaliere!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Honestidade 2 - o retorno
E não é que o mundo dá voltas mesmo, meu irmão!!!
A história não aconteceu comigo, mas tive autorização para publicar e então lá vai...
O cara veio no bar e gastou uns 7 euros, pagou com uma nota de 10. Chegando no caixa, o barista descobriu que tinham duas notas grudadas, ou seja eram 20 euros... Pois deu o troco pra 20 (devolvendo a nota que o cara não sabia ter dado) mas sem dizer nada. O malandro, se achando muito esperto, quando viu o troco "errado" saiu todo nervoso, achando que tava com a sorte grande. O barista então resolveu sacanear!!!
"Acho que te dei o troco errado, tu me deu 10, certo?", "É, é mesmo", respondeu o espertalhão todo sem graça e devolveu a bendita nota. Otário é foda, toma!!!!
Para quem não acompanhou o primeiro episódio, ver Honestidade, de outubro 2009.
A história não aconteceu comigo, mas tive autorização para publicar e então lá vai...
O cara veio no bar e gastou uns 7 euros, pagou com uma nota de 10. Chegando no caixa, o barista descobriu que tinham duas notas grudadas, ou seja eram 20 euros... Pois deu o troco pra 20 (devolvendo a nota que o cara não sabia ter dado) mas sem dizer nada. O malandro, se achando muito esperto, quando viu o troco "errado" saiu todo nervoso, achando que tava com a sorte grande. O barista então resolveu sacanear!!!
"Acho que te dei o troco errado, tu me deu 10, certo?", "É, é mesmo", respondeu o espertalhão todo sem graça e devolveu a bendita nota. Otário é foda, toma!!!!
Para quem não acompanhou o primeiro episódio, ver Honestidade, de outubro 2009.
domingo, 15 de maio de 2011
Livros: boas e bombas
Agora que tenho mais tempo livre, é claro que a dedicação aos livros ganhou mais espaço no meu dia-a-dia. Como há muito não dou conselhos culturais, aí vai uma palhinha...
Desde o ano passado, andei rodeando clássicos e novidades:
O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde - homenagem ao professor Scotto, da UFSC, hehe. Depois de passar anos ouvindo ele falar desse livro, o dito cujo finalmente apareceu na minha frente, comprei e li. É realmente um clássico, um ótimo equilíbrio de descrição e envolvimento.
Também para Scotto: Hemingway, La fiesta. Quando cheguei nas últimas dez páginas me dei conta de que já tinha lido esse livro, mas em português. Continua chatéééérimo.
Claro que não podia falta Zafón: O príncipe da névoa, Marina e O palácio da meia noite. Ele é o cara! Escreve deliciosamente bem, leve e emocionante.
E os "presentes" do tio Celso:
- Eu sou o mensageiro, de Markus Zusak,
- As memórias do livro, de Geraldine Brooks, e
- A hospedeira, de Stephenie Meyer. Todos ótimos, uma beleza de leitura. Valeu!
Estes últimos dois me emocionaram tanto que tive vontade de dar de presente pra alguém e proporcionar uma ótima leitura a um amigo/a. Na procura em livrarias pelas obras, traduzidas para o italiano, encontrei-os e claro, aproveitei pra comprar outros pra mim também, né!
Do serbo Zoran Zivkovic, Sei Biblioteche, e Il profumo delle foglie di limone, da espanhola Clara Sánches. Que decepção. O primeiro são seis contos sobre livros e bibliotecas, tem 120 e poucas páginas infinitamente sem emoção. Já o segundo conta uma história bonitinha, mas quando tu finalmente se envolve com os personagens... não eu não cheguei a me envolver. Falta ação e fica aquelas mais de 350 páginas numa masturbação mental que não leva a lugar nenhum. Unf!
Desde o ano passado, andei rodeando clássicos e novidades:
O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde - homenagem ao professor Scotto, da UFSC, hehe. Depois de passar anos ouvindo ele falar desse livro, o dito cujo finalmente apareceu na minha frente, comprei e li. É realmente um clássico, um ótimo equilíbrio de descrição e envolvimento.
Também para Scotto: Hemingway, La fiesta. Quando cheguei nas últimas dez páginas me dei conta de que já tinha lido esse livro, mas em português. Continua chatéééérimo.
Claro que não podia falta Zafón: O príncipe da névoa, Marina e O palácio da meia noite. Ele é o cara! Escreve deliciosamente bem, leve e emocionante.
E os "presentes" do tio Celso:
- Eu sou o mensageiro, de Markus Zusak,
- As memórias do livro, de Geraldine Brooks, e
- A hospedeira, de Stephenie Meyer. Todos ótimos, uma beleza de leitura. Valeu!
Estes últimos dois me emocionaram tanto que tive vontade de dar de presente pra alguém e proporcionar uma ótima leitura a um amigo/a. Na procura em livrarias pelas obras, traduzidas para o italiano, encontrei-os e claro, aproveitei pra comprar outros pra mim também, né!
Do serbo Zoran Zivkovic, Sei Biblioteche, e Il profumo delle foglie di limone, da espanhola Clara Sánches. Que decepção. O primeiro são seis contos sobre livros e bibliotecas, tem 120 e poucas páginas infinitamente sem emoção. Já o segundo conta uma história bonitinha, mas quando tu finalmente se envolve com os personagens... não eu não cheguei a me envolver. Falta ação e fica aquelas mais de 350 páginas numa masturbação mental que não leva a lugar nenhum. Unf!
domingo, 12 de setembro de 2010
Curiosidades...
... ou conhecimento inútil.
Quando cheguei e, até não muito tempo atrás, não entendia a diferença entre "spremuta d'arancia", "aranciata" e "succo di arancia". Parece mesmo que eles complicam demais a vida, né não? Mas então vou esclarecer...
A laranja e seus sub-produtos:
> Spremuta é o suco natural, feita na hora.
> Aranciata é a fanta laranja, que aqui tem um gosto mais de fruta mesmo do que de refrigerante, mas vem com gás, claro!
> Já o Succo é do tipo caixinha e pode ser da variedade laranja vermelha ou alaranjada.
Descobri que existe uma sobremesa chamada "Creme Caramel" que é muito parecida com o nosso pudim de leite, apesar de eles não serem adeptos do leite condensado.
Quando cheguei e, até não muito tempo atrás, não entendia a diferença entre "spremuta d'arancia", "aranciata" e "succo di arancia". Parece mesmo que eles complicam demais a vida, né não? Mas então vou esclarecer...
A laranja e seus sub-produtos:
> Spremuta é o suco natural, feita na hora.
> Aranciata é a fanta laranja, que aqui tem um gosto mais de fruta mesmo do que de refrigerante, mas vem com gás, claro!
> Já o Succo é do tipo caixinha e pode ser da variedade laranja vermelha ou alaranjada.
Descobri que existe uma sobremesa chamada "Creme Caramel" que é muito parecida com o nosso pudim de leite, apesar de eles não serem adeptos do leite condensado.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Problemas bancários
Por esses tempos, outra vez, senti saudade de Besc. O Brasil precisa fazer uma exportação de tecnologia bancária para os países do Velho Mundo. PQP essa gente é muito atrasada!!!
O código de barras parece um acessório, uma decoração na conta. Quando você vai pagar, o atendente digita todos aqueles números e depois faz um carimbo dizendo que está pago.
Eu fiz no ano passado um cartão pre-pago da Posta, o Correio Italiano. Coloquei uns 300 euros e fiquei até agora com essa grana ali. Fazia uma ou outra compra com o cartão, mas não tinha muito controle sobre o saldo. Ontem fui dar uma olhada e pedi um extrato. As compras online são normais e gratuitas. Mas para a movimentação na sede da Posta (depósito ou saque) os caras combram uma taxa de 1 euro. Fála sério, esse mundo é as avessas total, né!!!
O código de barras parece um acessório, uma decoração na conta. Quando você vai pagar, o atendente digita todos aqueles números e depois faz um carimbo dizendo que está pago.
Eu fiz no ano passado um cartão pre-pago da Posta, o Correio Italiano. Coloquei uns 300 euros e fiquei até agora com essa grana ali. Fazia uma ou outra compra com o cartão, mas não tinha muito controle sobre o saldo. Ontem fui dar uma olhada e pedi um extrato. As compras online são normais e gratuitas. Mas para a movimentação na sede da Posta (depósito ou saque) os caras combram uma taxa de 1 euro. Fála sério, esse mundo é as avessas total, né!!!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Festa della Repubblica
2 de junho de 1846, os italianos votam pela República em detrimento da Monarquia. Dois anos depois, o País aprova sua primeira Constituição não monárquica.
Então, mais um feriado nessa terra.
Em abril, tivemos a Festa della Liberazione, quando a Itália comemora o fim do período fascista. Depois teve a Festa dell'Unità, em referência a unificação das muitas regiões independentes em uma república federativa.
Acho que preciso fazer um calendário dos feriados italianos.....
Então, mais um feriado nessa terra.
Em abril, tivemos a Festa della Liberazione, quando a Itália comemora o fim do período fascista. Depois teve a Festa dell'Unità, em referência a unificação das muitas regiões independentes em uma república federativa.
Acho que preciso fazer um calendário dos feriados italianos.....
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