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sábado, 29 de junho de 2013

Horta do lado de casa

Já faz um mês que comecei a cultivar salsinha e cebolinha fora do meu apertamento. A horta foi montada por uma vizinha, que possui um terreno baldio ao lado do meu prédio, e fez três fileiras de terra para plantar verduras. Quando vi aquilo achei maravilhoso e quando, finalmente encontrei a dona, me escalei para plantar também. Ela foi super simpática e hoje em dia trocamos idéias sobre o que pode dar certo e como.



Alface, salsinha, beterraba e até um pé de limão

Infelizmente algumas pessoas continuam tendo espírito de porco. A vizinha veio me dizer que não foi ela quem colheu os próprios alfaces, mas que alguém teria se apropriado do trabalho dela. Até agora ninguém mexeu no meu minifúndio produtivo, mas em compensação, roubam meu jornal todo sábado. Muito desagradável. Na semana passada ainda pendurei um cartaz pedindo um pouco de respeito, mas tirar dali no dia seguinte. Vejamos como chegam meus jornais nos próximos finais de semana...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Colheita urbana


Uma grande quantidade de frutas, verduras e temperos estão plantados em casas e terrenos em pleno Centro de Jaraguá do Sul. Passeando pelas ruas vizinhas à nossa, vi pequenas hortas nos quintais. Couve, tomate, salsinha, cebolinha, mandioca, hortelã, mamão, maracujá, e tantos outros. Às vezes, a plantação fica tão rente à grade ou muro que dá vontade de esticar os braços e puxar um belo fruto... Pois criamos coragem e fomos à colheita.

A hortelã crescia junto do poste, a poucos metros do quintal do vizinho que tinha ainda mais fartura. Depois de comprar uma garrafa de rum e meia dúzia de limões, a menta completou a lista para belos mojitos.

Os três pés de mamão estavam tão carregados que pendiam por cima do muro alto. Passeando com o cachorro, paramos na frente do terreno abandonado e ficamos olhando. Pois não é que passou outro morador e incentivou que a gente a pegar. Levamos três para casa.

Em outra rua, passando de carro, vimos um senhor se abaixar na calçada. Depois de novo. Olhamos com mais atenção e lá estavam, dois maracujás já se enfiavam no bolso da calça bem larga...  
A feira grátis e a qualquer hora do dia e da noite... Para melhorar, só se viesse com selo de qualidade, hehe.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Itália: primeiro mundo!????

E não é que a crise se abateu sobre a Itália mesmo. Nas últimas semanas virou o alvo preferido dos investidores e especuladores de bolsa. Mas o pior de tudo é que é uma crise não só do mundo financeiro, o país está descobrindo que em todos os sentidos, a crise está presente mesmo.

Alguns números de 2010:

O crescimento do país é de 0,1%

A dívida pública é de 120% do PIB

Uma de cada quatro pessoas está desempregada


O que se diz é "a Itália não é a Grécia", "o país é sólido", "os títulos de estado tem vencimento de 7 a 10 anos", "a população não está endividada e tem bons rendimentos na poupança". Enfim, argumentos para tranquilizar não só o público interno, mas principalmente o "mercado".


Ontem, tio Berlusca se apresentou no Parlamento italiano para 1) garantir que o país não vai a falência, 2) os parlamentares podem entrar de férias que a economia aguenta a barra até setembro, 3) sim, a crise existe, e ele - Presidente do Conselho dos Ministros - está preocupado de como os mercados estão punindo a Itália, afinal "tenho três empresas cotadas na bolsa".


Nem bem ouvi ele terminar essa frase e me soou um alarme enorme. O chefe do governo vai na principal Casa do povo para dizer que está preocupado com as suas empresas privadas!!! Enquanto isso o povo amarga desemprego, aumento de preços dos produtos básicos e uma crise geral. Belas palavras, Cavaliere!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Euro em polvorosa

Os mercados europeus estão nervosinhos. Desde que a Grécia decretou a crise, essa bomba está contagiando todos os países da zona euro. Falam que Portugal será o próximo a decretar a falência, depois é a vez da Espanha, e, claro, a Itália.

Ao mesmo tempo que o Parlamento e a Banca Européia se reúnem para tentar "ajudar" as economias em dificuldade, fazendo acordos para empréstimos e salvando bancos de países que não conseguem gerenciar o balanço interno; muitos economistas e cientistas políticos em geral duvidam que a coisa funcione. Mas começamos pelo início.

O plano para salvar a Grécia da falência foi um tiro no pé. FMI e BCE (banco central europeu) inventaram um projeto de 15 anos, deram a primeira parcela do empréstimo e conforme a economia volte nos trilhos eles emprestam mais uma certa quantia. A população grega está indo de mal a pior. Inflação de dois algarismos, desemprego nas alturas e falta de confiança nos políticos.

Em 2009 e 2010, víamos muitos turistas gregos passeando em Roma. Em 2011 não se vê quase nenhum. No começo da crise, eu perguntava pra essa gente se estava assim tão ruim pros lados deles quanto a televisão mostrava. O que me respondiam era que pra população de classe média e alta, não mudava em nada, estava tudo na mesma. Já os de baixa renda, estavam passando bons bocados com essa história, pois até nos supermercados e postos de gasolina, ou não tinha mercadoria ou eram preços que não se podia nem pensar em comprar.

Agora é a Itália que está com a corda no pescoço. Muitos dos meus amigos e conhecidos (antes mesmo de falar de crise) já tinham percebido que nesse país não dá pra fazer dinheiro e se mandaram, pra Inglaterra ou de volta pro Brasa.

Mas aqui, realmente, TUDO ACABA EM PIZZA.