Essa gentarada que está nas ruas protestando por um Brasil melhor parece mesmo que acordou de um sono profundo. Parece que não vivíamos essa onda de manifestações desde o impechman do Collor. Nas ruas, não estão apenas os jovens pedindo pela redução do preço da passagem de ônibus, mas famílias inteiras e aposentados que precisam soltar o verbo.
Há anos os brasileiros ouvem os absurdos da política e se restringem a compartilhar nas redes sociais ou através de correntes de e-mail seus descontentamentos. Finalmente chegamos todos num limite, não aguentamos mais essa corrupção, a impunidade de políticos corruptos e falta de investimentos nas áreas básicas, como saúde e educação.
Mas o mais importante a fazer, é não se deixar cair na inércia outra vez. Achar que os protestos vão resolver. Não vão. Precisamos acompanhar sessões de câmaras, participar de audiências públicas, saber o que seu deputado e vereador estão fazendo. Só com pessoas bem informadas e participativas da vida política e social é possível cobrar as mudanças que todos queremos. E precisamos começar por dentro de casa, no nosso condomínio, bairro e cidade.
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sábado, 29 de junho de 2013
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Euro em polvorosa
Os mercados europeus estão nervosinhos. Desde que a Grécia decretou a crise, essa bomba está contagiando todos os países da zona euro. Falam que Portugal será o próximo a decretar a falência, depois é a vez da Espanha, e, claro, a Itália.
Ao mesmo tempo que o Parlamento e a Banca Européia se reúnem para tentar "ajudar" as economias em dificuldade, fazendo acordos para empréstimos e salvando bancos de países que não conseguem gerenciar o balanço interno; muitos economistas e cientistas políticos em geral duvidam que a coisa funcione. Mas começamos pelo início.
O plano para salvar a Grécia da falência foi um tiro no pé. FMI e BCE (banco central europeu) inventaram um projeto de 15 anos, deram a primeira parcela do empréstimo e conforme a economia volte nos trilhos eles emprestam mais uma certa quantia. A população grega está indo de mal a pior. Inflação de dois algarismos, desemprego nas alturas e falta de confiança nos políticos.
Em 2009 e 2010, víamos muitos turistas gregos passeando em Roma. Em 2011 não se vê quase nenhum. No começo da crise, eu perguntava pra essa gente se estava assim tão ruim pros lados deles quanto a televisão mostrava. O que me respondiam era que pra população de classe média e alta, não mudava em nada, estava tudo na mesma. Já os de baixa renda, estavam passando bons bocados com essa história, pois até nos supermercados e postos de gasolina, ou não tinha mercadoria ou eram preços que não se podia nem pensar em comprar.
Agora é a Itália que está com a corda no pescoço. Muitos dos meus amigos e conhecidos (antes mesmo de falar de crise) já tinham percebido que nesse país não dá pra fazer dinheiro e se mandaram, pra Inglaterra ou de volta pro Brasa.
Mas aqui, realmente, TUDO ACABA EM PIZZA.
Ao mesmo tempo que o Parlamento e a Banca Européia se reúnem para tentar "ajudar" as economias em dificuldade, fazendo acordos para empréstimos e salvando bancos de países que não conseguem gerenciar o balanço interno; muitos economistas e cientistas políticos em geral duvidam que a coisa funcione. Mas começamos pelo início.
O plano para salvar a Grécia da falência foi um tiro no pé. FMI e BCE (banco central europeu) inventaram um projeto de 15 anos, deram a primeira parcela do empréstimo e conforme a economia volte nos trilhos eles emprestam mais uma certa quantia. A população grega está indo de mal a pior. Inflação de dois algarismos, desemprego nas alturas e falta de confiança nos políticos.
Em 2009 e 2010, víamos muitos turistas gregos passeando em Roma. Em 2011 não se vê quase nenhum. No começo da crise, eu perguntava pra essa gente se estava assim tão ruim pros lados deles quanto a televisão mostrava. O que me respondiam era que pra população de classe média e alta, não mudava em nada, estava tudo na mesma. Já os de baixa renda, estavam passando bons bocados com essa história, pois até nos supermercados e postos de gasolina, ou não tinha mercadoria ou eram preços que não se podia nem pensar em comprar.
Agora é a Itália que está com a corda no pescoço. Muitos dos meus amigos e conhecidos (antes mesmo de falar de crise) já tinham percebido que nesse país não dá pra fazer dinheiro e se mandaram, pra Inglaterra ou de volta pro Brasa.
Mas aqui, realmente, TUDO ACABA EM PIZZA.
Honestidade 2 - o retorno
E não é que o mundo dá voltas mesmo, meu irmão!!!
A história não aconteceu comigo, mas tive autorização para publicar e então lá vai...
O cara veio no bar e gastou uns 7 euros, pagou com uma nota de 10. Chegando no caixa, o barista descobriu que tinham duas notas grudadas, ou seja eram 20 euros... Pois deu o troco pra 20 (devolvendo a nota que o cara não sabia ter dado) mas sem dizer nada. O malandro, se achando muito esperto, quando viu o troco "errado" saiu todo nervoso, achando que tava com a sorte grande. O barista então resolveu sacanear!!!
"Acho que te dei o troco errado, tu me deu 10, certo?", "É, é mesmo", respondeu o espertalhão todo sem graça e devolveu a bendita nota. Otário é foda, toma!!!!
Para quem não acompanhou o primeiro episódio, ver Honestidade, de outubro 2009.
A história não aconteceu comigo, mas tive autorização para publicar e então lá vai...
O cara veio no bar e gastou uns 7 euros, pagou com uma nota de 10. Chegando no caixa, o barista descobriu que tinham duas notas grudadas, ou seja eram 20 euros... Pois deu o troco pra 20 (devolvendo a nota que o cara não sabia ter dado) mas sem dizer nada. O malandro, se achando muito esperto, quando viu o troco "errado" saiu todo nervoso, achando que tava com a sorte grande. O barista então resolveu sacanear!!!
"Acho que te dei o troco errado, tu me deu 10, certo?", "É, é mesmo", respondeu o espertalhão todo sem graça e devolveu a bendita nota. Otário é foda, toma!!!!
Para quem não acompanhou o primeiro episódio, ver Honestidade, de outubro 2009.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Problemas bancários
Por esses tempos, outra vez, senti saudade de Besc. O Brasil precisa fazer uma exportação de tecnologia bancária para os países do Velho Mundo. PQP essa gente é muito atrasada!!!
O código de barras parece um acessório, uma decoração na conta. Quando você vai pagar, o atendente digita todos aqueles números e depois faz um carimbo dizendo que está pago.
Eu fiz no ano passado um cartão pre-pago da Posta, o Correio Italiano. Coloquei uns 300 euros e fiquei até agora com essa grana ali. Fazia uma ou outra compra com o cartão, mas não tinha muito controle sobre o saldo. Ontem fui dar uma olhada e pedi um extrato. As compras online são normais e gratuitas. Mas para a movimentação na sede da Posta (depósito ou saque) os caras combram uma taxa de 1 euro. Fála sério, esse mundo é as avessas total, né!!!
O código de barras parece um acessório, uma decoração na conta. Quando você vai pagar, o atendente digita todos aqueles números e depois faz um carimbo dizendo que está pago.
Eu fiz no ano passado um cartão pre-pago da Posta, o Correio Italiano. Coloquei uns 300 euros e fiquei até agora com essa grana ali. Fazia uma ou outra compra com o cartão, mas não tinha muito controle sobre o saldo. Ontem fui dar uma olhada e pedi um extrato. As compras online são normais e gratuitas. Mas para a movimentação na sede da Posta (depósito ou saque) os caras combram uma taxa de 1 euro. Fála sério, esse mundo é as avessas total, né!!!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Honestidade
Ontem ela bateu a minha porta por duas vezes. Depois, quando precisei, ela fugiu correndo e ainda arrancou a janela por onde passou.
De manhã, na sorveteria onde trabalho, fui limpar embaixo do freezer e tchanan: achei uma linda nota de 20 euros. Avisei a menina que trabalhava comigo e colocamos a grana junto na caixa de gorjetas a ser dividido entre nós todos.
No meio da tarde, ainda na labuta, uma americana me pagou com uma nota de 20. Quando cheguei no caixa pra fazer a nota fiscal e dar o troco, vi que eram duas notas grudadas de 20 euros. Devolvi o troco e a nota "sobressalente". (Ainda me perguntei se ela voltaria pra devolver o dinheiro que ela não sabia ser dela mesma, mas ela não voltou). No final do dia, juntando os dois eventos me peguei pensando: sou honesta, parabéns... ou sou uma idiota, que podia estar com 40 euros a mais na carteira. Achei melhor acreditar na primeira.
Ontem a noite tivemos uma "reunião" aqui em casa para discutir a conta de luz, como dividir e o quanto cada um pagaria. Melhor não contar o desastre que rolou, com muita falta de respeito, apesar de não ter havido bate-boca nenhum. Do total de 70 euros, eu e o Robert pagamos 50. Os outros três moradores contribuiram com 7 cada um.
Hoje a tarde, outra vez na sorveteria, uma cliente pagou um sorvete de 3 euros com uma nota de 5. Enfiei o dinheiro no caixa e dei 2 de troco. Ela ficou me olhando e disse que faltavam 5 euros, pois ela tinha me dado 10. Duvidei, fiquei buscando na memória e nada. Devolvi o dinheiro da menina mas saí sem me convencer.
Enfim, continuo achando que fiz coisas corretas. E sei que mais cedo ou mais tarde o que fazemos de bom volta pra gente; assim como as maldades também funcionam como bumerangue. E como dizia o segurança do Planeta: o mundo dá voltas...
De manhã, na sorveteria onde trabalho, fui limpar embaixo do freezer e tchanan: achei uma linda nota de 20 euros. Avisei a menina que trabalhava comigo e colocamos a grana junto na caixa de gorjetas a ser dividido entre nós todos.
No meio da tarde, ainda na labuta, uma americana me pagou com uma nota de 20. Quando cheguei no caixa pra fazer a nota fiscal e dar o troco, vi que eram duas notas grudadas de 20 euros. Devolvi o troco e a nota "sobressalente". (Ainda me perguntei se ela voltaria pra devolver o dinheiro que ela não sabia ser dela mesma, mas ela não voltou). No final do dia, juntando os dois eventos me peguei pensando: sou honesta, parabéns... ou sou uma idiota, que podia estar com 40 euros a mais na carteira. Achei melhor acreditar na primeira.
Ontem a noite tivemos uma "reunião" aqui em casa para discutir a conta de luz, como dividir e o quanto cada um pagaria. Melhor não contar o desastre que rolou, com muita falta de respeito, apesar de não ter havido bate-boca nenhum. Do total de 70 euros, eu e o Robert pagamos 50. Os outros três moradores contribuiram com 7 cada um.
Hoje a tarde, outra vez na sorveteria, uma cliente pagou um sorvete de 3 euros com uma nota de 5. Enfiei o dinheiro no caixa e dei 2 de troco. Ela ficou me olhando e disse que faltavam 5 euros, pois ela tinha me dado 10. Duvidei, fiquei buscando na memória e nada. Devolvi o dinheiro da menina mas saí sem me convencer.
Enfim, continuo achando que fiz coisas corretas. E sei que mais cedo ou mais tarde o que fazemos de bom volta pra gente; assim como as maldades também funcionam como bumerangue. E como dizia o segurança do Planeta: o mundo dá voltas...
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