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sábado, 29 de junho de 2013

O Brasil acordou

Essa gentarada que está nas ruas protestando por um Brasil melhor parece mesmo que acordou de um sono profundo. Parece que não vivíamos essa onda de manifestações desde o impechman do Collor. Nas ruas, não estão apenas os jovens pedindo pela redução do preço da passagem de ônibus, mas famílias inteiras e aposentados que precisam soltar o verbo.


Há anos os brasileiros ouvem os absurdos da política e se restringem a compartilhar nas redes sociais ou através de correntes de e-mail seus descontentamentos. Finalmente chegamos todos num limite, não aguentamos mais essa corrupção, a impunidade de políticos corruptos e falta de investimentos nas áreas básicas, como saúde e educação.

Mas o mais importante a fazer, é não se deixar cair na inércia outra vez. Achar que os protestos vão resolver. Não vão. Precisamos acompanhar sessões de câmaras, participar de audiências públicas, saber o que seu deputado e vereador estão fazendo. Só com pessoas bem informadas e participativas da vida política e social é possível cobrar as mudanças que todos queremos. E precisamos começar por dentro de casa, no nosso condomínio, bairro e cidade.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Os livros do ano - parte 3


Última parte das sugestões entre os livros que li no ano.... a lista completa no final do post e aguardo um palpite para o décimo!

...

Comprei “Corações sujos” quando ainda estava no ensino médio e nunca passei da página 20, mas ele voltou às minhas mãos este inverno e me diverti muito. Fernando Moraes é mesmo um mestre em cavucar histórias. Ele resgatou as pessoas que realmente passaram por aquele momento, lembrando como a divisão do mundo afetou a comunidade nipônica, principalmente em São Paulo.

A ficção voltou ao meu cotidiano com “Galilee”, de Clive Barker, e as mais de 700 páginas pesaram apenas fisicamente. Meu tio querido e conselheiro literário, Celso Magalhães, me disse uma vez e hoje repito suas palavras: “Aproveita para fazer musculação para os braços enquanto se distrai com a história”. E que distração! Eu só apagava a luz de cabeceira quando já passava e muito da hora de dormir. É o tipo de livro que você fica triste quando acaba porque não vai mais encontrar aquelas ‘pessoas’ e o encanto se desfaz.


A volta de Zafón na minha vida foi um pouco desanimadora, principalmente porque ainda lembro o quanto os primeiros livros dele me encantaram. Mas depois do segundo ou terceiro, as histórias se parecem, o caráter dos personagens se repete e o cenário também não muda. Ele continua sendo fantástico, ainda morro de vontade de conhecer o Cemitério dos Livros e a Livraria dos Sempere.

Recentemente publicado no Brasil, “O prisioneiro do Céu” conta um pouco mais sobre Fermin, um cara que aparece pouco nos outros livros e não chama a atenção. Para quem só leu “A sombra do vento” e/ou “O jogo do Anjo”, é válido ler “O prisioneiro” também. Mas não aconselho para pessoas como eu, que já passou por praticamente todas obras do cara (até Marina, O palácio da meia-noite, Luzes de setembro, O príncipe da névoa), a não ser que seja para lembrar o jeito Carlos Ruiz Zafon de escrever, que é ótimo.


A lista completa tem nove livros e deixo o décimo para vocês sugerirem para mim. Que tal uma troca?
Caso você queira acompanhar os comentários da lista completa, veja também Os livros do ano - parte 1 e  parte 2




Millennium – Stieg Larsson
Lolita – Vladimir Nabokov
A cabana – William Young
O dia da caça – James Patterson
Os próprios deuses – Isaac Asimov
A vingança da baleia – Nathaniel Philbrick
Corações sujos – Fernando Moraes
Galilee – Clive Barker
O prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Os livros do ano - parte 2

Volto com a sugestão de livros... a lista está na ordem em que li e postei os comentários no blog.


Millennium – Stieg Larsson
Lolita – Vladimir Nabokov
A cabana – William Young
O dia da caça – James Patterson

Os próprios deuses – Isaac Asimov
A vingança da baleia – Nathaniel Philbrick
Corações sujos – Fernando Moraes
Galilee – Clive Barker
O prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón 



Depois de Patterson, Isaac Asimov foi outro autor que me marcou o ano, principalmente porque ficção científica não é meu gênero favorito. Comecei com “Os próprios deuses” e emendei a trilogia “Fundação”. Todos são de tirar o chapéu e me fizeram perguntar: de onde surgiram ideias tão fora do comum?

“As crônacas de Nárnia” e “O senhor dos anéis” me cansaram demais. Nárnia é lindo e espero ler a história quando tiver meu filho, mas para chegar ao final do livro precisei de muita força de vontade. E esta não me bastou para chegar a metade da obra dos hobbits.

Uma linda surpresa foi o “A vingança da baleia”, de Nathaniel Philbrick. Depois de traumatizada por ter lido Moby Dick e zerado na prova de língua portuguesa, na época do colégio, a releitura da história da baleia feita por outro ângulo e com relatos verídicos me deu uma nova paixão. Até mesmo os detalhes do navio, tipos de nós, as dificuldades dos ventos, a ansiedade por avistar o mamífero e o drama quando as coisas desandam e a caça vira caçador. Genial!!!

Já que estamos no mar... “A última viagem de Colombo”, de Martin Dugard, é uma biografia leve, mas que traz uma carga geográfica incrível. Estamos na América Latina e eu mal sei dizer quais são nossos países vizinhos e da América Central. Fiquei com vontade de pendurar um mapa na parede para aprender mais.

Para ler os comentários da primeira parte da lista, acesse Os livros do ano - Parte 1

A terceira parte já está chegando.... Calma lá

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os livros do ano - parte 1



Redescobri que para ler não é preciso ter todo o tempo do mundo livre, como quando estamos em férias ou doentes. Quando um livro ruim passa pelas nossas mãos, ele desestimula novas leituras, faz a gente pensar que outras coisas como computador, televisão ou cinema, podem ser mais atrativos. Mas aí você zapeia a tevê e depois de duas horas percebe que não assistiu a nada, percorreu diversos sites e apenas uma ou outra informação valeu a pena. No cinema não tenho ido porque não me animei com (quase) nenhum dos filmes em cartaz este ano.

Tudo isso pra dizer que a minha lista de leitura do ano é enorme, precisei dividir as sugestões em diversos posts. Deixo a lista do que aconselho e aos poucos vou desenvolvendo as ideias:::

Millennium – Stieg Larsson
Lolita – Vladimir Nabokov
A cabana – William Young
O dia da caça – James Patterson
Os próprios deuses – Isaac Asimov
A vingança da baleia – Nathaniel Philbrick
Corações sujos – Fernando Moraes
Galilee – Clive Barker
O prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón

Meu ano nem tinha começado e eu já tinha devorado meus presentes de Natal: a Trilogia Millennium
Depois dos livros de Larsson, será difícil encontrar uma história tão envolvente. “Os homens que não amavam as mulheres” me prendeu tanto que precisei de um par de dias para devorá-lo. No segundo livro, o leitor diminui o ritmo porque a própria história perde um pouco de fôlego. O mais interessante é que, faltando 80 páginas para a contracapa, o enredo parece que foi totalmente desenvolvido ... e quando você chega na última página percebe que a hstória só está no começo e então engata no último volume.

O escritor sueco Stieg Larsson amarra a história toda muito bem, a linguagem é inteligente, o enredo muito bem pensado e os personagens fortes, muito fortes. Como sempre, os filmes não fornecem nem metade da emoção que é ler os livros. Discuti com amigos sobre isso e, no fim das contas, ainda acho que temos dois e não três livros. Pois “A menina que brincava com fogo” e o “A rainha do castelo de ar” são um só livro em dois volumes, não podem ser lidos na ordem inversa ou separadamente, enquanto o primeiro é independente, ainda que explique a relação dos protagonistas.

O clássico “Lolita”, de Vladimir Nabokov, me pareceu enfadonho. Acompanhei o percurso doentio do coroa, a manipulação da ninfeta e o que me levou a terminar o livro foi o modo como o escritor disse de formas tão diferentes a mesma coisa, diversas vezes. E, no mais, clássico é clássico, tem que ler!

Outros romances bobinhos preencheram o meu tempo enquanto eu iniciava e interrompia a leitura de “A cabana”, de William Young. O livro começa de modo muito direto, e já tenho uma dificuldade natural de ler obras espíritas. Por isso, até eu engrenar, precisei de três tentativas. Quando ele finalmente me tocou, não consegui desgrudar e até hoje ainda me lembro de algumas passagens. Pensar em Deus e na nossa relação com ele não é fácil e não deve ser mesmo. Complicar demais também me parece ser o caminho errado. Ao final, a mensagem que ficou é o pedido de uma reflexão interna de como levamos nossa própria vida e se gostamos do resultado. Os outros dois livros lançados na onda do sucesso de “A cabana” não me apeteceram por nada...

Quando me mudei para Jaraguá do Sul trouxe na bagagem dois livros para me ajudar na mudança. Detestei o “Mulheres” de Bukowski, mas recomendo o “O dia da caça” de James Patterson, e coloquei o autor na minha lista de próximos livros. Já vi vários, mas as obras tiveram que entrar na fila de espera, hehehe.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

uno in italiano, uno in portoghese





Ci mettiamo d'accordo, ogni post in portoghese ci sarà un altro in italiano. Non sulle stesse cose, per questo potete usare il traduttore di internet...


Dopo um anno che sono uscita d’Italia, ancora oggi mi recordo tante belle cose e persone. Amici che ho trovato nei quatro anni a Roma, il cibo, i paesaggi, i viaggi in treno, le serate al aperto sull’estate, stivali bagnati dalla pioggia d’inverno, i cappuccini e i libri dalle bancarele. Mi manca un po tutto e tutti.








Adesso che sono tornata ad aggiornare questo blog, faccio anche esercizio per ricordare come si scrive l’italiano e forse, così, riesco a mantenere contato con persone che ora stanno lontano. In Italia, Spagna, Francia, Germania, Marroco, Serbia. Ovunque siete, vi parlo in italiano perche è così che ci siamo conosciuti e così che mi ricordo da voi. Lasciate qualche messagio, così saprò notizie anche da voi.




Intanto... Sono in Brasile, vivo a Santa Catarina, a Jaraguá do Sul, dove io e mio marito abbiamo trovato lavoro. Adesso faccio la giornalista e lui è impiegato a una grande azienda di mottori. Abbiamo comprato um macchina e um cagnolino. La casa, ancora in affito. Le vacanze sono ancora lontani, e ancora di piu il viaggio in Italia. Ma i ricordi sono ovunque. Ho stampato qualche foto e sulla memoria mi viene un filmato con le chiacherate e le risate, qualche lacrime e una voglia di rivedervi.

De volta

Eccoci!! Estamos de volta e com a corda toda. Agora em novo endereço, casa e profissão, hehe. 

Depois de mais de um ano afastados deste espaço, tenho muita coisa pra contar e finalmente arranjei também um pouco de disposição para voltar a ativa. Os motivos são os mesmos da criação do Blog: afastada de amigos e parentes, é preciso contar um pouco como anda a vida em Jaraguá. A distância diminuiu, mas ainda estou longe dos meus e quero compartilhar minhas experiências e o que passa nessa cachola. 
Bem vindos a Jaraguá do Sul, às minhas ideias e aproveitem!!!
Vista do Morro da Boa Vista, em Jaraguá do Sul

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Meu clima, no momento

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto, eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama, eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar, que é lá mesmo que a mala eu vou largar, quero te abraçar,
pode se perfumar porque eu tô voltando


Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor, que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor, que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar, que eu só quero mesmo é despentear, quero te agarrar
pode ser preparar porque eu tô voltando

Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola, eu tô voltando
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó, que eu tô voltando
Diz que eu só volto amanhã, se alguém chamar, telefone não deixa nem tocar,
quero laraiá-lalaia-lalaia porque eu tô voltando


http://youtu.be/kZYkB-rWTU8

sábado, 6 de agosto de 2011

Águas de Roma

Queria registrar aqui as minhas desculpas pelas críticas... e então lá vai uma correção/curiosidade.

Qualque um que chega em Roma e vê todas aquelas "fontanelle", torneirinhas em cada esquina, jorrando água dia e noite, estranha um bocado. A água é potável, a melhor água que existe na cidade. Mas ai tu pensa: e a economia de água? e pra quê esse desperdício todo?

Pois existe uma razão! Descobri que devido ao sistema hídrico, a rede de canalização das fontes de água que passam pela cidade, é preciso que essa água seja colocada pra fora mesmo. Caso contrário, a tubulação ficaria com pressão demais e acabaria estourando tudo.

Então: água para todos, livre, grátis e contínua.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Saudades do jornalismo

Estou me sentindo em débito com a profissão, mas não conseguir enxergar saídas/entradas. Tá certo, estou sentada no pudim e pouco faço para que as oportunidades aconteçam. Às vezes até tenho idéias e faço planos, mas eles acabam por morrer na gaveta da memória, sem nem ter conhecido o mundo.

Na pior/melhor das hipóteses, espero que ano que vem, com as novas energias do universo conspirando a meu favor eu consiga fazer as mudanças que preciso na minha vida:
Mudar de casa, arranjar um emprego mais inteligente e escrever textos interessantes. 2010 promete!