Eccomi di nuovo... olha quem está de volta, heheh
Depois de tanto tempo sumida, tenho muita coisa pra contar... mas vamos começar do começo e, por partes, como dizia Jack.
Em setembro, quando ainda era verão e fazia um calorão danado, recebi visitas maravilhosas. Minha tia, tio e prima vieram passear na Itália e ficaram quase um mês, em Roma curtimos uma semana juntos. Fizemos o papel de guia turístico com muita alegria e satisfação.
Mas ainda fiquei devendo uma coisa, que provavelmente só a Robs ainda lembra: o Castelo Sant'Angelo. Foi mal, prima... fica na conta para a próxima visita a Roma.
Já em outubro, o frio chegou e com ele finalmente vi um contrato de trabalho preto no branco. Sim, trabalho do pub-restaurante desde maio e só sete meses depois fui registrada. E com muita sorte, pois segundo o contrato trabalho 7h por dia. A maioria tem um contrato de 3 ou 4 horas e trabalha tanto quanto eu... Primeiro mundo é outra coisa!
Novembro e as temperaturas caem ainda mais na Itália. Na última semana do mês fomos visitar a Espanha, aliás a Nana. O casamento dela estava ma-ra-vi-lho-so, a baixinha tava muito linda e todos muito felizes. Madri e Toledo são cidades espetaculares, mas pqp que frio e que vento gelado. Vi uma neve de verdade pela primeira vez na vida. O Museu do Prado é show, show, show. Pena que a lembrança do "tour cañas e tapas" foi pesado e dolorido, mas valeu a pena; sempre vale ;)
O último mês do ano foi deprê. O fato de passar o Natal e Reveillon fora do meu país, longe da família e dos amigos, nas temperaturas congelantes da Europa... Dezembro foi deprê!!! mas sobrevivemos, claro.
Fim da retrospectiva 2010... próximo capítulo: ano novo, vida nova.
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 12 de setembro de 2010
Grampos escandalosos
Minha leitura da revista Internacional voltou de férias. Qual foi a minha surpresa quando li a notícia de que na Gran Bretanha eles estavam escandalizados pois descobriram que jornais grapearam políticos e figuras públicas.
Sim, parece que já ouvi essa história antes. No Brasil, me lembro do caso Kroll, de vários anos atrás.
No início de 2010, também a Itália viu o assunto ser o centro das atenções. Até que lançaram uma lei para impedir de grampear e, principalmente, de publicar nos meios de comunicação o conteúdos dessas conversar privadas. A "Legge Bavaglio" ficou muito tempo na boca do povo e, agora que a poeira baixou não se fala mais na dita "lei da mordaça" para a imprensa.
Pois agora veio a tona que os jornais de Murdoch tinham uma enorme rede de escuta, e usava essa informações para barganhar apoio, fazer "negócio" ou arrancar uma capa para a revista semanal News of the World. Outro ponto complicante do caso é que o ex-diretor dessa revista, Andy Coulson, agora é um dos braços direitos do recém empossado Primeiro ministro britânico David Cameron.
A história começou em 2006, durante uma investigação a polícia de Londres descobre os grampos, algumas cabeças rolam e somas são transformadas em ressarcimento às vitimas, e termina com a sujeira varrida para debaixo do tapete. Mas eram outros tempo e o governo era outro. O troca-troca de cadeiras fez com que aqueles (laburistas) que antes abafaram o caso, agora sejam favoráveis a reabertura do processo. Aqueles (conservadores) que incentivavam as investigações, hoje dizem que são só boatos.
Parece que essa novela eu já conheço...
Obs importante: os dois países (Itália e Inglaterra) não colocam limites sobre a propriedade dos meios de comunicação e deixam o monopólio livre-leve-e-solto. Berlusconi e seu império Mediaset; e Rupert Murdoch e News International (grupo de tantos jornais e revistas) e Sky (tv por satélite).
Sim, parece que já ouvi essa história antes. No Brasil, me lembro do caso Kroll, de vários anos atrás.
No início de 2010, também a Itália viu o assunto ser o centro das atenções. Até que lançaram uma lei para impedir de grampear e, principalmente, de publicar nos meios de comunicação o conteúdos dessas conversar privadas. A "Legge Bavaglio" ficou muito tempo na boca do povo e, agora que a poeira baixou não se fala mais na dita "lei da mordaça" para a imprensa.
Pois agora veio a tona que os jornais de Murdoch tinham uma enorme rede de escuta, e usava essa informações para barganhar apoio, fazer "negócio" ou arrancar uma capa para a revista semanal News of the World. Outro ponto complicante do caso é que o ex-diretor dessa revista, Andy Coulson, agora é um dos braços direitos do recém empossado Primeiro ministro britânico David Cameron.
A história começou em 2006, durante uma investigação a polícia de Londres descobre os grampos, algumas cabeças rolam e somas são transformadas em ressarcimento às vitimas, e termina com a sujeira varrida para debaixo do tapete. Mas eram outros tempo e o governo era outro. O troca-troca de cadeiras fez com que aqueles (laburistas) que antes abafaram o caso, agora sejam favoráveis a reabertura do processo. Aqueles (conservadores) que incentivavam as investigações, hoje dizem que são só boatos.
Parece que essa novela eu já conheço...
Obs importante: os dois países (Itália e Inglaterra) não colocam limites sobre a propriedade dos meios de comunicação e deixam o monopólio livre-leve-e-solto. Berlusconi e seu império Mediaset; e Rupert Murdoch e News International (grupo de tantos jornais e revistas) e Sky (tv por satélite).
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Curiosidades...
... ou conhecimento inútil.
Quando cheguei e, até não muito tempo atrás, não entendia a diferença entre "spremuta d'arancia", "aranciata" e "succo di arancia". Parece mesmo que eles complicam demais a vida, né não? Mas então vou esclarecer...
A laranja e seus sub-produtos:
> Spremuta é o suco natural, feita na hora.
> Aranciata é a fanta laranja, que aqui tem um gosto mais de fruta mesmo do que de refrigerante, mas vem com gás, claro!
> Já o Succo é do tipo caixinha e pode ser da variedade laranja vermelha ou alaranjada.
Descobri que existe uma sobremesa chamada "Creme Caramel" que é muito parecida com o nosso pudim de leite, apesar de eles não serem adeptos do leite condensado.
Quando cheguei e, até não muito tempo atrás, não entendia a diferença entre "spremuta d'arancia", "aranciata" e "succo di arancia". Parece mesmo que eles complicam demais a vida, né não? Mas então vou esclarecer...
A laranja e seus sub-produtos:
> Spremuta é o suco natural, feita na hora.
> Aranciata é a fanta laranja, que aqui tem um gosto mais de fruta mesmo do que de refrigerante, mas vem com gás, claro!
> Já o Succo é do tipo caixinha e pode ser da variedade laranja vermelha ou alaranjada.
Descobri que existe uma sobremesa chamada "Creme Caramel" que é muito parecida com o nosso pudim de leite, apesar de eles não serem adeptos do leite condensado.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Bem vindo, setembro
Aix, esse mês de "férias" de agosto passou voando. Aliás, caracas, já estamos na metade final do ano..... Jisuis! Daqui a pouco as aulas da faculdade começam e eu nem sei por onde começar. Pior, daqui a pouco chega o inverno brabo e eu quase não curti o verão... aiaiia, pára o relógio ai, pow!
Bom, damos as boas-vindas a Setembro que é um mês lindo. Colocamos as esperanças que dias melhores virão. Não que estes estejam ruins, mas sempre pode melhorar, né não?!
Bom, damos as boas-vindas a Setembro que é um mês lindo. Colocamos as esperanças que dias melhores virão. Não que estes estejam ruins, mas sempre pode melhorar, né não?!
Bom, fomos a praia e passamos o dia inteirinho lagarteando. Na semana anterior fomos conhecer o lago Braciano, bacaninha, mas nada de grande coisa. Ah! Também curtimos um espetáculo maravilhoso. No lindo Teatro Globe do Parque da Vila Borghese, a peça de Shakespeare "La bisbetica domata". Show de bola! Agora em setembro tem mais: "Sogno di una notte di mezza estate".
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Problemas bancários
Por esses tempos, outra vez, senti saudade de Besc. O Brasil precisa fazer uma exportação de tecnologia bancária para os países do Velho Mundo. PQP essa gente é muito atrasada!!!
O código de barras parece um acessório, uma decoração na conta. Quando você vai pagar, o atendente digita todos aqueles números e depois faz um carimbo dizendo que está pago.
Eu fiz no ano passado um cartão pre-pago da Posta, o Correio Italiano. Coloquei uns 300 euros e fiquei até agora com essa grana ali. Fazia uma ou outra compra com o cartão, mas não tinha muito controle sobre o saldo. Ontem fui dar uma olhada e pedi um extrato. As compras online são normais e gratuitas. Mas para a movimentação na sede da Posta (depósito ou saque) os caras combram uma taxa de 1 euro. Fála sério, esse mundo é as avessas total, né!!!
O código de barras parece um acessório, uma decoração na conta. Quando você vai pagar, o atendente digita todos aqueles números e depois faz um carimbo dizendo que está pago.
Eu fiz no ano passado um cartão pre-pago da Posta, o Correio Italiano. Coloquei uns 300 euros e fiquei até agora com essa grana ali. Fazia uma ou outra compra com o cartão, mas não tinha muito controle sobre o saldo. Ontem fui dar uma olhada e pedi um extrato. As compras online são normais e gratuitas. Mas para a movimentação na sede da Posta (depósito ou saque) os caras combram uma taxa de 1 euro. Fála sério, esse mundo é as avessas total, né!!!
ah, verão!
Mais um vez o verão de Roma está de matar. Os meses de junho e julho passamos com temperaturas beirando os 40 graus, pouca ou nenhuma chuva, a umidade no ar que sufocava. Mas concordo com uma amiga que diz que é melhor não reclamar, já que depois vem um inverno rigoroso e infinito por 6 meses.
Agosto já começou mais tranquilo, um calor mais ameno, algumas chuvas refrescantes. A cidade demorou a esvaziar. O marco é sempre o Ferragosto, dia 15 de agosto, quando a debandada acontece e as lojas todas fecham.
Este ano fomos poucas vezes a praia, continuamos brancos, na medida do possível. As voltinhas de bicicleta diminuem um pouco essa brancura toda. E vamos lá...
Agosto já começou mais tranquilo, um calor mais ameno, algumas chuvas refrescantes. A cidade demorou a esvaziar. O marco é sempre o Ferragosto, dia 15 de agosto, quando a debandada acontece e as lojas todas fecham.
Este ano fomos poucas vezes a praia, continuamos brancos, na medida do possível. As voltinhas de bicicleta diminuem um pouco essa brancura toda. E vamos lá...
Ausência prolongada, ótima rebarba
Aiaiaia, sim, mereço um puxão de orelha, mas tudo tem uma explicação (ou desculpa, chame como quiser, heheh). Estive muito ocupada mesmo nesses últimos tempos... e que rotina de matar, meu irmão!!!
Além do trampo no Pub-Restaurante, das 17h em diante, estava dando uma mãozinha para uma amiga. Cuidava do filho dela na parte da manhã, até umas 14h. Sim, para todos os que sabem da minha fobia, sim, eu admito, estava "trabalhando" como baby-sitter. Incrível ... kkkk
Mas no fim eu não tinha tempo nem para coçar a bunda. O dia começava cedo e terminava de madrugada, quase não passava em casa, e para falar com meu marido, precisávamos nos telefonar.
A maratona acabou. Agora uma vida um pouco mais normal. Tenho tempo para fazer as compras do mercado, para dormir, para cozinhar se quiser comer, e até otras cositas más. Não fiquei rica de tanto trabalhar, mas me sinto bem produtiva nesses períodos de rotina enlouquecida.
Aliás, uma das coisas muito boas disso tudo é que li muito. Dentro do trem, do metrô, esperando a hora de começar a trabalhar. A todo momento estava pendurada num livro. Terminei esses dois meses com uma média de um livro por semana. A maioria deles, graças a Deus, lindos. Aconselho todos, mas preciso separar por línguas já que a tradução pode distorcer.
Em português "Travessuras da menina má" de Mario Vargas Llosa, e "Criança 44" de Tom Rob Smith (emprestados pelo tio Celso, ótimas escolhas, diga-se de passagem). Em italiano: "Timeline, ai confini del tempo" de Michael Crichton, "Punto di Origine" de Patricia Cornwell, "Un giorno in più" de Fabio Volo, "Scacco matto" de Jostein Gaarder.
Alguns clássicos apareceram na minha frente, comprei e ainda não li: "Divina Comédia" de Dante Alighieri, "Mac Beth" de Shakeaspear e "Os três mosqueteiros" de Alexandre Dumas. Outros, me presentearam este final de semana e eu já fucei: "Contos" de Edgar Allan Poe e "Alice no país das maravilhas" de Lewis Carroll. Bem vindos a este mundo incrível das letras...
Além do trampo no Pub-Restaurante, das 17h em diante, estava dando uma mãozinha para uma amiga. Cuidava do filho dela na parte da manhã, até umas 14h. Sim, para todos os que sabem da minha fobia, sim, eu admito, estava "trabalhando" como baby-sitter. Incrível ... kkkk
Mas no fim eu não tinha tempo nem para coçar a bunda. O dia começava cedo e terminava de madrugada, quase não passava em casa, e para falar com meu marido, precisávamos nos telefonar.
A maratona acabou. Agora uma vida um pouco mais normal. Tenho tempo para fazer as compras do mercado, para dormir, para cozinhar se quiser comer, e até otras cositas más. Não fiquei rica de tanto trabalhar, mas me sinto bem produtiva nesses períodos de rotina enlouquecida.
Aliás, uma das coisas muito boas disso tudo é que li muito. Dentro do trem, do metrô, esperando a hora de começar a trabalhar. A todo momento estava pendurada num livro. Terminei esses dois meses com uma média de um livro por semana. A maioria deles, graças a Deus, lindos. Aconselho todos, mas preciso separar por línguas já que a tradução pode distorcer.
Em português "Travessuras da menina má" de Mario Vargas Llosa, e "Criança 44" de Tom Rob Smith (emprestados pelo tio Celso, ótimas escolhas, diga-se de passagem). Em italiano: "Timeline, ai confini del tempo" de Michael Crichton, "Punto di Origine" de Patricia Cornwell, "Un giorno in più" de Fabio Volo, "Scacco matto" de Jostein Gaarder.
Alguns clássicos apareceram na minha frente, comprei e ainda não li: "Divina Comédia" de Dante Alighieri, "Mac Beth" de Shakeaspear e "Os três mosqueteiros" de Alexandre Dumas. Outros, me presentearam este final de semana e eu já fucei: "Contos" de Edgar Allan Poe e "Alice no país das maravilhas" de Lewis Carroll. Bem vindos a este mundo incrível das letras...
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