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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Elogios a Roma

Num encontro com amigas daqui, me peguei lembrando da vida na Itália. Talvez por eu ter vivido tanto os meios de transporte de Roma e tão pouco os de Jaraguá, que me parece outro mundo. Tantas possibilidades inexploradas, por que?

Um dos maiores absurdos que ainda não encontrei uma explicação plausível é a falta de um transporte coletivo sobre trilhos. Os trilhos existem, são usados em horários reduzidos para transportar carga e, na maioria das vezes, dão apenas motivo para críticas entre a população.

Em Roma o tram (tipo bondinho) e o trem eram opções reais de transporte, e ainda há o ônibus e o metrô. Por que não aproveitar a estrutura, investir um pouco e pensar num futuro realmente diferente, em Jaraguá do Sul? Tomara que a nova administração pense nisso com carinho... mas o futuro é promissor, já que o Prefeito está indo trabalhar de ônibus!!!

Lei seca e o transporte
Outro dia encontrei na internet um comentário depois que aumentaram as penas para quem bebe e dirige, a chamada Lei Seca. “Colocar bafômetro e punir é fácil. Quero ver colocar ônibus a noite toda para quem quer sair”, dizia o internauta.
Outra questão para a “mobilidade urbana”... ou escolhe não beber ou não sai de casa (ou desobedece a lei e reza para não cair na fiscalização!!!). Só existe a opção de “eleger o motorista da rodada”, como diz o comercial de uma cerveja.

Saudaggge dell'Italia

Mi manca l’arrabbiata, mi manca il gelato, la vista del Colosseo dentro l’autobus affolato, la passeggiata nella Villa Borghese e Villa Ada, una corsa sul Lungotevere, il giro in bici sulla Piazza Navona o il cinema al aperto sull’Isola Tiberina o Piazza Vittorio, le bancarelle del Porta Portese, il barbecue a casa di Dirce...


Piú di tutto, mi mancanno tanti amici, la gente che ho conosciuto e che ancora oggi ho nel cuore. Mi viene in mente un momento o altro di ricordi, di risate, di pianto. Amici brasiliani, italiani, romeni, spagnoli, serbi, albanese, marrocchini, senegalesi.

Qualche giorno fa ho riletto un paio di post e ho trovato uno in cui  parlavo veramente male dell’Italia. E mi pento, chiedo perdono per le parole ingiuste. Che ci sono delle differenze tra i paesi, non ha dubbi, però tutte le generalizazione sono stupide. Perciò, scusatemi, ho sbagliato di brutto. E oggi mi mancate!


sábado, 5 de janeiro de 2013

FERRAGOSTO alla Jaraguá


Quando eravamos a Roma, mi spaventava l’idea che tutta una città si chiudeva per due settimane oppure un mese. E dopo Ferragosto tutto tornava alla normalità, come se le vacanze della città fossero finite.
Béh! Com me non poteva succedere altro, ...questa settimana finisce il Ferragosto alla Jaraguá. Aziende, bar, ristoranti, banche, piccoli negozi... si sono chiusu prima di Natale e fin’oggi non èrano ancora tornate dalle Feste di Fine Anno.

Anche se ho cambiato professione e area di atuazione, ho lavorato lo stesso. Ho goduto un pò la città senza la gente, con pochi rumori e, poche notizie da dare. Il sole ci brucciava, come bruccia la sabbia di Ostia Beach. La pioggia non portava aria fresca, sembrava ancora piu caldo...

maaa  che ti pare una passeggiata in cascata?


A força da natureza em Corupá

Para o bem e para o mal... desculpe o tamanho do post, mas eu tinha que desabafar do começo...



Para alguém que tem o mar dentro como eu, viver em cidades fora do litoral me traz um vazio por dentro. Quando tem rios, essa saudade da água ameniza um pouco. A região do Vale do Itapocu tem dessas coisas, cativa a gente por onde menos eu esperava.

A abundância da natureza nessas paragens me enche os olhos e acalma o coração. Muitos morros cheios de verde, rios e cachoeiras que nos encontram pela estrada. Corupá é uma das cidades de maior riqueza nestes quesitos. 

Começamos conhecendo o Seminário, onde se deu a largada do Encontro de Trilheios Banana Lama. Naquele sábado, fomos passear por ali. Entramos em ruas desconhecidas, à caminho de uma Cachoeira chamada Braço Esquerdo, quando nos deparamos com a “pista” de trilha que passava. Os participantes atravessavam um riacho meio aventura e seguiam o destino. Lindas paisagens!

Cerca de dois meses, fomos conhecer as 14 quedas de outra cachoeira. Estava cheio de gente, mas também, pudera! O lugar é espetacular, estou ansiosa a apresentar a outras pessoas. Os convites foram feitos e reforço a sugestão, família e amigos!

Hoje, um sábado meio nublado, voltamos a Corupá, desta vez para conhecer a Prainha da Oma. Outro lugar de tirar o fôlego e passar o dia todo, aproveitar a força da água e da natureza.

Entretanto, mas, contudo todavia... este passeio deixou uma marca forte, tanto quando é a própria natureza. Nos instalamos em uma “cadeira de massagem” natural entre as pedras por onde corria a água à altura da panturrilha. Passavam pessoas, de bem, que cumprimentavam com olhar e sorrisos.
Até que um homem, de cerca de 40 anos, com duas crianças nas mãos parou perguntando se havíamos visto outras duas crianças, o seu casal de filhos. “Tens telefone? Se encontrarem alguém, precisamos chamar os bombeiros. Eles se chamam Sara e Tiago”, disse a voz preocupada e os olhos atentos.
Quando nos demos conta da gravidade, Robert foi ajudar a procurar as crianças, de 10 e 15 anos. Eu fiquei para não atrapalhar ainda mais. Conversei com os bombeiros e continuei ali, acompanhando as coisas acontecerem. Mas não aconteciam. Nenhuma novidade, ainda fazendo uma varredura na área.

Equipes de mergulhadores e de cães de salvamento foram chamados também. Robert volta, suado e desiludido, molhado desde os tênis até a barriga. “Fui até onde achei que eles não iriam, a mata é muito fechada e dentro da água é difícil passar”, a angústia já se apresentava.
Outra equipe chega e nós deixamos o local. Depois de quase duas horas, os corpos são encontrados dentro de um poço, a poucos metros de onde haviam se perdido dos pais. O senhor que havia pedido ajuda estava na Prainha com a esposa e os dois filhos, Sara e Tiago, um cunhado e dois sobrinhos, aqueles que ele carregava quando nos vimos.
O homem se distraiu por poucos minutos, quando um peixe tinha sido finalmente pescado. Quando se virou para os filhos, que estavam na beira d’água, eles haviam sumido. Durante as buscas, ele se sentou no chão, já com a cabeça entre as mãos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Os livros do ano - parte 3


Última parte das sugestões entre os livros que li no ano.... a lista completa no final do post e aguardo um palpite para o décimo!

...

Comprei “Corações sujos” quando ainda estava no ensino médio e nunca passei da página 20, mas ele voltou às minhas mãos este inverno e me diverti muito. Fernando Moraes é mesmo um mestre em cavucar histórias. Ele resgatou as pessoas que realmente passaram por aquele momento, lembrando como a divisão do mundo afetou a comunidade nipônica, principalmente em São Paulo.

A ficção voltou ao meu cotidiano com “Galilee”, de Clive Barker, e as mais de 700 páginas pesaram apenas fisicamente. Meu tio querido e conselheiro literário, Celso Magalhães, me disse uma vez e hoje repito suas palavras: “Aproveita para fazer musculação para os braços enquanto se distrai com a história”. E que distração! Eu só apagava a luz de cabeceira quando já passava e muito da hora de dormir. É o tipo de livro que você fica triste quando acaba porque não vai mais encontrar aquelas ‘pessoas’ e o encanto se desfaz.


A volta de Zafón na minha vida foi um pouco desanimadora, principalmente porque ainda lembro o quanto os primeiros livros dele me encantaram. Mas depois do segundo ou terceiro, as histórias se parecem, o caráter dos personagens se repete e o cenário também não muda. Ele continua sendo fantástico, ainda morro de vontade de conhecer o Cemitério dos Livros e a Livraria dos Sempere.

Recentemente publicado no Brasil, “O prisioneiro do Céu” conta um pouco mais sobre Fermin, um cara que aparece pouco nos outros livros e não chama a atenção. Para quem só leu “A sombra do vento” e/ou “O jogo do Anjo”, é válido ler “O prisioneiro” também. Mas não aconselho para pessoas como eu, que já passou por praticamente todas obras do cara (até Marina, O palácio da meia-noite, Luzes de setembro, O príncipe da névoa), a não ser que seja para lembrar o jeito Carlos Ruiz Zafon de escrever, que é ótimo.


A lista completa tem nove livros e deixo o décimo para vocês sugerirem para mim. Que tal uma troca?
Caso você queira acompanhar os comentários da lista completa, veja também Os livros do ano - parte 1 e  parte 2




Millennium – Stieg Larsson
Lolita – Vladimir Nabokov
A cabana – William Young
O dia da caça – James Patterson
Os próprios deuses – Isaac Asimov
A vingança da baleia – Nathaniel Philbrick
Corações sujos – Fernando Moraes
Galilee – Clive Barker
O prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón 

Buon natale e delfini a tutti

Be, è quase passato il natale e non ho detto niente... però, così su internet, non mi va di dire proprio niente. Desidero a tutti buon natale e un inizio d'anno bellissimo, pieno di pace e amore a tutti.

Intanto, il periodo di fine anno è per certo quello di andare a Laguna, dove trovo gli amici e a famiglia, rivedo i bei posti della mia "casa". E diverso dell'anno scorso, questa volta, la città mi ha riservato due sorprese. La brutta è che nessuna delle mie amiche d'infanzia eranno a Laguna, quindi non le ho visto. Ma ormai, la vita mi ha fatto capire che non dobbiamo fare dramma per conto loro, visto che anche tu, ogni tanto, li lascia a canto, non li chiama o rispondi l'email.


foto da internet
La bella notizia è che nel primo giorno che ero li ne ho visti tanti delfini che non riuscivo a contarli. Per chi non conosce Laguna, da una parte c'è il mare, con le onde e surfisti. Da altra c'è il canale che colega le acque  del laghetto con il mare e dove di solito ci sono dei pescatori ad aspettare l'aiuto dei delfini.


Quella mattinata ce n'eranno da entrambi le parte, sia a prendere onde a sinistra, sia a riposare sull'acqua dolce a destra. A coppie o in tre, saltavanno basso, ad esibirsi. Purtroppo non avevo ha camera fotografica.... ma l'avevo l'anno scorso, quando è successo esatto oposto... racconto:::



Era inizio dicembre 2011, e faceva solo una settimana che ero a Laguna, tornata da Roma, doppo due anni senza venire a casa. Ho cercato dei delfini quasi tutti i giorni, però non erano li oppure si nascondevanno. 
Foto: Débora Remor

Be, quando finalmente ne ho trovato uno, lui voleva venire verso la sabbia. La gente che passava ha provato a metterlo dentro il mare forte. Hanno provato due raggazi, poi una signora ha chiamato la Polizia del Ambiente e il bagnino pure è venuto ad aiutare.

Ho accompagnato la storia tutta la mattina, finchè mi hanno spiegato che il delfino adulto, da pui di due metri non era ferito, ma probabilmente malatto o intossicato. Provava ad uccidersi... come è della natura.

Il giorno doppo, ecco che lo trovo un'altra volta.... è riuscito a fare quello che voleva.








sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Os livros do ano - parte 2

Volto com a sugestão de livros... a lista está na ordem em que li e postei os comentários no blog.


Millennium – Stieg Larsson
Lolita – Vladimir Nabokov
A cabana – William Young
O dia da caça – James Patterson

Os próprios deuses – Isaac Asimov
A vingança da baleia – Nathaniel Philbrick
Corações sujos – Fernando Moraes
Galilee – Clive Barker
O prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón 



Depois de Patterson, Isaac Asimov foi outro autor que me marcou o ano, principalmente porque ficção científica não é meu gênero favorito. Comecei com “Os próprios deuses” e emendei a trilogia “Fundação”. Todos são de tirar o chapéu e me fizeram perguntar: de onde surgiram ideias tão fora do comum?

“As crônacas de Nárnia” e “O senhor dos anéis” me cansaram demais. Nárnia é lindo e espero ler a história quando tiver meu filho, mas para chegar ao final do livro precisei de muita força de vontade. E esta não me bastou para chegar a metade da obra dos hobbits.

Uma linda surpresa foi o “A vingança da baleia”, de Nathaniel Philbrick. Depois de traumatizada por ter lido Moby Dick e zerado na prova de língua portuguesa, na época do colégio, a releitura da história da baleia feita por outro ângulo e com relatos verídicos me deu uma nova paixão. Até mesmo os detalhes do navio, tipos de nós, as dificuldades dos ventos, a ansiedade por avistar o mamífero e o drama quando as coisas desandam e a caça vira caçador. Genial!!!

Já que estamos no mar... “A última viagem de Colombo”, de Martin Dugard, é uma biografia leve, mas que traz uma carga geográfica incrível. Estamos na América Latina e eu mal sei dizer quais são nossos países vizinhos e da América Central. Fiquei com vontade de pendurar um mapa na parede para aprender mais.

Para ler os comentários da primeira parte da lista, acesse Os livros do ano - Parte 1

A terceira parte já está chegando.... Calma lá